Arquivo para Janeiro, 2009

Pensar como Jesus?

Vede, isto tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções. Eclesiastes 7.29

Amados, estava ouvindo uma mensagem, na qual o pregador afirmou o seguinte:

“Quando tomar uma decisão, procure pensar como Jesus pensou.”

Comecei a meditar nisso… e já não era a primeira vez que escutara tal afirmativa. E isto me deixou em dúvida.

Primeiro, tentei achar algum texto bíblico que desse base para isso. O mais próximo que encontrei foi este:

“Sede meus imitadores, como sou de Cristo.” 1Coríntios 11.1

Mas o texto acima não menciona pensar como Jesus pensou. E este tipo de afirmação vai contra esse texto:

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Isaías 55.8-9

Logo, se eu não consigo alcançar o pensamento de Deus, como eu poderei tentar pensar como Jesus, e basear minha vida assim? Vou ficar andando por aí tentando mentalizar o que Jesus faria? Vejo que quando Paulo afirma que devemos imitá-lo, assim como ele imitou a Jesus, seria no que diz respeito às suas atitudes, e não aos seus pensamentos. Atitudes são diferentes de pensamentos. E mesmo que suas atitudes sejam baseadas naquilo que você pensa, você não pode pensar da mesma maneira que Jesus pensou. Só ele é o cabeça, e todos nós somos corpo, que pertence a Ele.

Tem outra também. Você já deve ter lido ou ouvido essa:

“Está escrito que não cai uma folha seca da árvore sem permissão de Deus.”

Essa eu já ouvi. E mais de uma vez. E lamento informar, ISSO NÃO ESTÁ ESCRITO NA BÍBLIA.

Cuidado, irmãos! Muitos pregadores, no calor da emoção, no momento da pregação, acabam falando o que não tem base bíblica.

Sola Scriptura.

Crise econômica mundial

Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. Habacuque 3.17-18

Irmãos, atualmente, o mundo vivencia uma crise econômica. Diariamente, ficamos sabendo que a empresa “x” vai demitir “y” funcionários, que vai reduzir a produção em “n”%, e por aí vai…

Mas até que ponto essa situação afeta o povo de Deus? Financeiramente, afeta. Porque Deus ainda não criou o supermercado para crentes, com produtos que custam 80% mais barato :-)

Mas a nossa esperança deve permanecer firme. Fé não se explica. Se sente. Devemos crer que, mesmo com uma economia falida, Deus não deixará faltar o necessário para as nossas vidas. Devemos ter a esperança de Habacuque. Nesse trecho do seu livro, ele cita várias tragédias econômicas. A economia de sua época era baseada, principalmente, na produção agrícola. E ele afirma que, mesmo que falte tudo isso, ele continuaria se alegrando no Senhor. Mas é isso que vemos por aí?

Hoje, se começa a ficar endividado, a primeira coisa que muitos fazem é questionar a Deus o porquê da situação estar assim. Aí, já pensam logo no dízimo que não deram, na oferta que esqueceram em casa etc. Então, oram a Deus e depositam dinheiro no ofertário da Igreja, pensando que ali é uma caderneta de poupança. Afinal, aquele que planta, colhe. E esperam o retorno multiplicado por muitas vezes, como ouvimos hoje em dia.

Esquecem que a adversidade vem para todos. Como sucede ao justo, sucede também ao ímpio (Eclesiastes 8.14). A diferença que nós, cristãos, temos a firme promessa de salvação pela fé em Jesus Cristo. É essa alegria que não podemos deixar ir embora.

Teto da Renascer caiu. Justiça divina?

Ainda há outra vaidade que se faz sobre a terra: que há justos a quem sucede segundo as obras dos ímpios, e há ímpios a quem sucede segundo as obras dos justos. Eclesiastes 8.14

Amados, acompanhei com tristeza essa tragédia. E dei graças a Deus por isto não ter acontecido na hora do culto. Se fosse assim, a tragédia seria bem maior.

Mas, nesses momentos, como aconteceu na tragédia de Santa Catarina, sempre vão aparecer irmãos de fé querendo justificar tais acontecimentos associados aos pecados das vítimas. Alguns devem até apresentar textos proféticos da Bíblia para basear a sua crença. E isso é mais triste do que a tragédia.

Sim! Isso é triste, porque isso mostra o quanto estamos distantes do amor verdadeiro. Ao invés de nos preocuparmos em como podemos ajudar nossos irmãos vitimados, usamos o fato como exortação a outros cristãos, principalmente associando o acontecido com o casal Hernandes. Posso até imaginar tais pensamentos: “Viu só! Querem pecar contra Deus? Veja só o que acontece”.

O amigo Pr. Leonardo, do blog Púlpito Cristão, sintetizou muito bem essa situação:

Igual que nos dias de Jesus, não faltam pessoas para associar o evento aos escândalos ocorridos com o casal Estevam e Sônia. Como os homens podem ser tão mesquinhos? Em face da tragédia ocorrida, ao invés de lamentarem o que aconteceu e orar por aqueles que perderam parentes e amigos no desabamento, pedindo a Deus que conforte seus corações; ao invés de apresentarem amor, empatia e solidariedade àqueles que estão gravemente feridos em hospitais, esses homens aproveitam-se do ocorrido para promover seus blogs e sites, vociferando contra a Renascer e dizendo que esse desabamento é um castigo divino.

Irmãos, é tempo de refletir! Qual é o testemunho que estamos apresentando à Deus e aos homens? Será que Deus vai começar a matar pessoas para exortar ao seu povo? Não, amado. Para isso, ele enviou a Sua Palavra.

Para encerrar, segue o texto de Lucas onde Jesus comenta uma situação semelhante:

E, Naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. Lucas 13.1-3

Ao som de Adormecidos na Luz, do Clamor Pelas Nações


Pregação Bíblica: como manter a relevância e a sensibilidade

INTRODUÇÃO

Começo pela leitura da Bíblia, não por costume, mas por ser absolutamente indispensável. Leio Neemias 8.8-9: “Assim leram no livro, na lei de Deus, distintamente; e deram o sentido, de modo que se entendesse a leitura. E Neemias, que era o governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam o povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus; não pranteeis nem choreis. Pois todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei”.
Este texto traz a melhor definição de pregação bíblica que conheço. Há quatro aspectos que são admiráveis e que devem nortear nossa pregação: Continue lendo ‘Pregação Bíblica: como manter a relevância e a sensibilidade’


Sobre o autor

Antonio Vitor Junior, 26 anos, designer gráfico, cristão há 9 anos. Ministro de louvor da Igreja Batista Missionária, em Mesquita/RJ.
União de Blogueiros Evangélicos