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Gafes Gospel

Amados, no último final de semana, estava conversando com alguns amigos sobre as gafes de alguns pregadores. Olha, surgiram muitas gafes. Então, decidi criar esta sessão no blog. Lá vai:

Um diácono estava pregando sobre a comunhão entre os irmãoes e mandou essa: “Porque amados, está escrito na Bíblia: Oh, quão bom e maravilhos é que os irmãos COABITEM em união”

O ministro de louvor: “Amados, vamos PROFANAR o nome de Jesus nesta noite”

Uma mulher pede oportunidade ao pastor para sua filhinha cantar. O pastor permitiu. E a menininha cantou: “Pipoca, aaaaaaaaaaa…. cheiro de pipoca tá rolando no ar”

Um ministro de louvor, dessa vez pregando: “Irmãos, eu vi um cartaz escrito assim: Eu odeio meu fígado. Essas pessoas não gostam do seu corpo. Ou seja, QUE SE DANE o fígado deles…”

Outro ministro de louvor (mais um?), dessa vez orando pela oferta da noite: “Senhor, ABUNDA, Senhor, ABUNDA.”

Eu sei que algumas dessas gafes são de motivos de risos (muitos risos). Mas também isto mostra uma outra realidade nada engraçada: muitos irmãos não tomam cuidado com o que falam no altar. Devemos ser vigilantes nisso.

Se você conhece, ou cometeu alguma gafe, mande pra gente: blogvozdodeserto@gmail.com.

Falando sobre fé

*** Via Púlpito Cristão ***

fe_pulpito-cristaoVocê já parou para meditar na história daquela mulher cananéia que pediu que Jesus livrasse sua filha que estava atormentada por demônios? Eu tenho quase certeza que sim, mas mesmo assim quero convidar você a meditar nessa história comigo, e estou seguro que 90% dos leitores se surpreenderão com a conclusão.

O texto é composto por três cenas. A primeira cena começa com uma mulher que se acerca a Jesus clamando, crendo firmemente que ele poderia libertar a sua filha, mas termina com ela ignorada por Jesus.

Logo vemos uma segunda cena, na qual essa mulher se aproximou pela segunda vez, só que desta vez ela estava disposta a se humilhar. Ela se lançou em terra, prostrando-se ante aquele Jesus que ela cria ser a resposta que ela tanto precisava, mas dessa vez a Bíblia diz que ela foi desprezada pelos dicípulos, e ainda humilhada por Jesus, que à comparou com um cachorrinho.

Vamos para a terceira cena do texto. Dessa vez aquela mulher, a mesma que foi ignorada no primeiro contato, desprezada e humilhada em uma segunda aproximação, ainda prostrada no chão, num último ato de auto-humilhação, aceita a sentença de Jesus sobre ela: reconhece ser ela o mesmo que um cachorrinho, mas acrescenta que “também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa do seu amo”. Sim; ali no chão, humilhada e com as roupas sujas de terra, ela lança um último rogo suplicante ao Senhor, quem naquele momento, havendo-a observado, exclamou dizendo: “Oh, mulher! Grande é a tua fé!”

Fé? Onde foi que Jesus viu fé? E em que momento esse texto fala de fé? Ora, ele fala de determinação e de auto-humilhação, de rogo suplicante de quem admite não possuir nenhuma virtude ou mérito, mas que precisa desesperadamente do favor do Filho de Deus, mas onde está a fé?

Ela está aí, bem diante dos nossos olhos. Jesus ao ver a atitude daquela mulher, discerniu a dimensão da sua fé. As atitudes daquela mulher, aos olhos de Jesus, foram atos de pura fé! “Oh, mulher! Grande é a tua fé!”

Vamos à parte didática do nosso texto. De acordo com o que acabamos de ler, quero fazer a você uma pergunta:

- “O que é a fé, desde a perspectiva de Jesus?”

Será que é uma mensagem psicologizante e triunfalista na qual somos ensinados a sobrevalorizar-nos, a ter uma imagem positiva acerca de nós mesmos e a dar ordens no céu e na terra?

Será que tem alguma coisa a ver com os chavões dos super crentes que dizem: Senhor, eu ordeno que…? Ou eu determino que…? Ou ainda, como diz aquele pregador da chapinha no cabelo: “Se eu tenho crédito no céééu…”?

Não, meu irmão. A fé, segundo a ótica de Jesus, está muito longe disso. Ela não é um ato de pensamento, e sim uma conduta. Não está na auto-exaltação humana, mas a humilhação de si mesmo. Os verdadeiros homens de fé não são aqueles que determinam, ordenam e dizem ter crédito no céu, e sim aqueles que sabem que nada merecem. Fé, desde a perspectiva de Jesus, nada tem que ver com aqueles que se exaltam nos púlpitos, mas se encontra na vida daquele que se deixa abater por Deus nos bastidores da vida.

Texto comentado: Mateus 15.21-28

***
Assino embaixo.

Pensar como Jesus?

Vede, isto tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções. Eclesiastes 7.29

Amados, estava ouvindo uma mensagem, na qual o pregador afirmou o seguinte:

“Quando tomar uma decisão, procure pensar como Jesus pensou.”

Comecei a meditar nisso… e já não era a primeira vez que escutara tal afirmativa. E isto me deixou em dúvida.

Primeiro, tentei achar algum texto bíblico que desse base para isso. O mais próximo que encontrei foi este:

“Sede meus imitadores, como sou de Cristo.” 1Coríntios 11.1

Mas o texto acima não menciona pensar como Jesus pensou. E este tipo de afirmação vai contra esse texto:

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Isaías 55.8-9

Logo, se eu não consigo alcançar o pensamento de Deus, como eu poderei tentar pensar como Jesus, e basear minha vida assim? Vou ficar andando por aí tentando mentalizar o que Jesus faria? Vejo que quando Paulo afirma que devemos imitá-lo, assim como ele imitou a Jesus, seria no que diz respeito às suas atitudes, e não aos seus pensamentos. Atitudes são diferentes de pensamentos. E mesmo que suas atitudes sejam baseadas naquilo que você pensa, você não pode pensar da mesma maneira que Jesus pensou. Só ele é o cabeça, e todos nós somos corpo, que pertence a Ele.

Tem outra também. Você já deve ter lido ou ouvido essa:

“Está escrito que não cai uma folha seca da árvore sem permissão de Deus.”

Essa eu já ouvi. E mais de uma vez. E lamento informar, ISSO NÃO ESTÁ ESCRITO NA BÍBLIA.

Cuidado, irmãos! Muitos pregadores, no calor da emoção, no momento da pregação, acabam falando o que não tem base bíblica.

Sola Scriptura.

Crise econômica mundial

Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. Habacuque 3.17-18

Irmãos, atualmente, o mundo vivencia uma crise econômica. Diariamente, ficamos sabendo que a empresa “x” vai demitir “y” funcionários, que vai reduzir a produção em “n”%, e por aí vai…

Mas até que ponto essa situação afeta o povo de Deus? Financeiramente, afeta. Porque Deus ainda não criou o supermercado para crentes, com produtos que custam 80% mais barato :-)

Mas a nossa esperança deve permanecer firme. Fé não se explica. Se sente. Devemos crer que, mesmo com uma economia falida, Deus não deixará faltar o necessário para as nossas vidas. Devemos ter a esperança de Habacuque. Nesse trecho do seu livro, ele cita várias tragédias econômicas. A economia de sua época era baseada, principalmente, na produção agrícola. E ele afirma que, mesmo que falte tudo isso, ele continuaria se alegrando no Senhor. Mas é isso que vemos por aí?

Hoje, se começa a ficar endividado, a primeira coisa que muitos fazem é questionar a Deus o porquê da situação estar assim. Aí, já pensam logo no dízimo que não deram, na oferta que esqueceram em casa etc. Então, oram a Deus e depositam dinheiro no ofertário da Igreja, pensando que ali é uma caderneta de poupança. Afinal, aquele que planta, colhe. E esperam o retorno multiplicado por muitas vezes, como ouvimos hoje em dia.

Esquecem que a adversidade vem para todos. Como sucede ao justo, sucede também ao ímpio (Eclesiastes 8.14). A diferença que nós, cristãos, temos a firme promessa de salvação pela fé em Jesus Cristo. É essa alegria que não podemos deixar ir embora.

Teto da Renascer caiu. Justiça divina?

Ainda há outra vaidade que se faz sobre a terra: que há justos a quem sucede segundo as obras dos ímpios, e há ímpios a quem sucede segundo as obras dos justos. Eclesiastes 8.14

Amados, acompanhei com tristeza essa tragédia. E dei graças a Deus por isto não ter acontecido na hora do culto. Se fosse assim, a tragédia seria bem maior.

Mas, nesses momentos, como aconteceu na tragédia de Santa Catarina, sempre vão aparecer irmãos de fé querendo justificar tais acontecimentos associados aos pecados das vítimas. Alguns devem até apresentar textos proféticos da Bíblia para basear a sua crença. E isso é mais triste do que a tragédia.

Sim! Isso é triste, porque isso mostra o quanto estamos distantes do amor verdadeiro. Ao invés de nos preocuparmos em como podemos ajudar nossos irmãos vitimados, usamos o fato como exortação a outros cristãos, principalmente associando o acontecido com o casal Hernandes. Posso até imaginar tais pensamentos: “Viu só! Querem pecar contra Deus? Veja só o que acontece”.

O amigo Pr. Leonardo, do blog Púlpito Cristão, sintetizou muito bem essa situação:

Igual que nos dias de Jesus, não faltam pessoas para associar o evento aos escândalos ocorridos com o casal Estevam e Sônia. Como os homens podem ser tão mesquinhos? Em face da tragédia ocorrida, ao invés de lamentarem o que aconteceu e orar por aqueles que perderam parentes e amigos no desabamento, pedindo a Deus que conforte seus corações; ao invés de apresentarem amor, empatia e solidariedade àqueles que estão gravemente feridos em hospitais, esses homens aproveitam-se do ocorrido para promover seus blogs e sites, vociferando contra a Renascer e dizendo que esse desabamento é um castigo divino.

Irmãos, é tempo de refletir! Qual é o testemunho que estamos apresentando à Deus e aos homens? Será que Deus vai começar a matar pessoas para exortar ao seu povo? Não, amado. Para isso, ele enviou a Sua Palavra.

Para encerrar, segue o texto de Lucas onde Jesus comenta uma situação semelhante:

E, Naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. Lucas 13.1-3

Ao som de Adormecidos na Luz, do Clamor Pelas Nações


Pregação Bíblica: como manter a relevância e a sensibilidade

INTRODUÇÃO

Começo pela leitura da Bíblia, não por costume, mas por ser absolutamente indispensável. Leio Neemias 8.8-9: “Assim leram no livro, na lei de Deus, distintamente; e deram o sentido, de modo que se entendesse a leitura. E Neemias, que era o governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam o povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus; não pranteeis nem choreis. Pois todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei”.
Este texto traz a melhor definição de pregação bíblica que conheço. Há quatro aspectos que são admiráveis e que devem nortear nossa pregação: Continue lendo ‘Pregação Bíblica: como manter a relevância e a sensibilidade’

Ofertas

Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece. Apesar disso, vocês fizeram bem em participar de minhas tribulações. Como vocês sabem, filipenses, nos seus primeiros dias no evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja partilhou comigo no que se refere a dar e receber, exceto vocês; pois, estando eu em Tessalônica, vocês me mandaram ajuda, não apenas uma vez, mas duas, quando tive necessidade. Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês. Filipenses 4.12-17 (NVI).

Irmãos e amigos, hoje em dia, as principais exposições evangélicas na televisão são lideradas por pessoas que pedem, quase que implorando, por ofertas, e expõem vários produtos próprios, e também anúncios de terceiros, com o propósito de manter a chamada “obra missionária”. Mas esses métodos entram em contraste com o texto citado acima.

Não encontramos nos registros do NT apelos desesperados por ofertas de nenhum dos discípulos de Jesus. Pelo contrário, eles trabalhavam para não se tornarem pesados para os irmãos, e Paulo até rejeitou convites para ficam em igrejas recebendo salário por causa da obra (2 Coríntios 11:8-9). Mas o cenário de hoje mostra que existe um monte de preguiçosos interessados em emprego, e alguns que querem viver uma vida de riquezas, em grandes casas e templos, tudo isso sendo pago por pessoas que tem fé em Deus e acreditam em tudo o que eles dizem.

Talvez, alguns de vocês se encontrem surpreendidos por tal citação, mas o texto de Filipenses que citei está na sua Bíblia e na Bíblia deles. Eu já vi casos de pastores se oferecendo para pastorear igrejas, cobrando um salário de R$ 1.200,00 mais a gasolina do automóvel. Certa vez, em contato com um grande cantor gospel, ele informou que cobra dois valores: um para cantar e outro para pregar. Certa vez, fui à uma formatura de casais e o pregador soltou o seguinte: “Vamos ofertar a Deus, mas se for só R$ 2,00, nem venha aqui na frente”. Eu pensei assim: a viúva das duas moedas nem pode vir à esta igreja! E por aí vai…

Quão distantes estamos da dignidade dos primeiros discípulos. Eles não tinham à sua disposição a parafernalha tecnológica de hoje em dia. Não tinham um blog nem uma conta bancária para receber ofertas, e nem prometiam infinitas riquezas aos que, de bom coração, contribuiam com a causa do Evangelho. E, ainda por cima, sorriam alegres para a morte que estava à sua frente, enfrentando reinos e homens, à seviço de Deus. Esses sim, são os verdadeiros heróis da fé.

É hora de despertarmos! Lutarmos contra isso. Já que a Bíblia é a verdade absoluta, então, vamos nos basear nela para os nossos atos.

Opinião – Transferência de Unção

Uma amigo que está se formando em Teologia me mostrou uma propaganda que recebeu por email:

trnsferenciadeuncao

(clique na imagem para melhor visualização)

Um texto digno de roteiro de episódio de X-Men: ativação de dons, transferência de unção de cura e liberação de poderes. Soa meio esquisito…

Vamos à Bíblia. Que eu lembre, o único caso semelhante a esse é o de Elias e Eliseu (tem outro caso, o de Jesus e os seus discípulos, quando Jesus soprou sobre eles o Espírito, descrito em João 20:20. Mas nesse caso era com Jesus né).

O caso de Elias e Eliseu, descrito em 2Reis 2, menciona um desejo que Eliseu tem: de ter porçao dobrada do Espírito de Elias. Mas a Bíblia não menciona que Elias estava lhe oferecendo dons e poder, não menciona que Elias colocou as mãos sobre Eliseu, ou a capa dele. Elias apenas mencionou que este era um pedido difícil (pedido esse que não estava ao alcance de Elias, e ele mesmo sabia disso) e falou: “se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará.”

Essa propaganda é mais um dos muitos enganos e deturpações que vemos dos ensinamentos de Jesus. Nenhum dos apóstolos agiu desta maneira. Nenhum profeta anunciou que distribuía poderes e ativação de dons.

Fiquem espertos, meus amados. Sem base bíblica, não pode fazer parte do Reino de Deus.

Adoração – Pura e simples

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. João 4.23

O diálogo de Jesus com a mulher samaritana, descrito no capítulo 4 do Evangelho de João, é uma das passagens mais marcantes da Bíblia. Mostra Jesus derrubando barreiras culturais e revela algumas das mais profundas bases do Evangelho: a adoração.

O povo, naquela época, associava o ritual da adoração à algum lugar. Seja por tradição dos antepassados, ou por citações da Torá (Salomão, em sua oração na inauguração do Templo, menciona que o principal local de culto a Deus deveria ser em Jerusalém, e caso estivesse fora da cidade, deveria orar voltado o seu rosto para a direção da cidade). A mulher samaritana seguia aos costumes de seus pais. Adorava onde achava correto, da maneira que foi ensinada. Jesus mostrou para ela o equívoco. Veio lhe revelar a verdade. Jesus mostrou para ela que não importa ONDE adorar, mas COMO adorar.
Quando expressamos algo que não está em nosso interior, nos tornamos mentirosos. Não podemos expressar uma adoração a Deus se isso não nascer primeiro dentro de nós. Isso que Jesus quis dizer em sua conversa com Nicodemos. É necessário nascer de novo, deixar conceitos e hábitos para trás, e tomar posse do Reino de Deus. Mas isso deve ser em espírito e em verdade. Em espírito, quando temos necessidade de sentir a presença de Deus. Não é algo que buscamos apenas nos momentos de aflição. Queremos estar perto de Deus, sentimos sede, fome, desespero pela glória divina.

Quando temos esse sentimento, a verdade será expressada através de nossas ações: amor, domínio próprio, alegria, paz, testemunho. São ações que não são premeditadas, acontecem espontaneamente. Não é necessário fingir um teatro de cristão convertido, se torna algo natural. Você sorri porque está feliz de verdade, e não para demonstrar isso para outras pessoas. Na verdade, você nem se importa se estão te observando ou não. Sua única preocupação é ser observado por Deus.

Quem possui este entendimento, observa que Deus está à procura de pessoas assim. E os adoradores esperam ser encontrados por Deus, e tê-lo por perto. Ou seja, um mesmo sentimento. Abos querem estar juntos um do outro. Uma relação extrema de amor do Criador para as suas criaturas. Um verdadeiro amor figurado como o amor do noivo pela noiva. Um sentimento que rompe os limites do entendimento. E isso só pode ser conquistado através da fé em Jesus.

Deus não está preocupado com o local onde isso pode acontecer. Isso pode acontecer em qualquer lugar. Pode acontecer agora mesmo, no momento que você está lendo esse texto. O Espírito está sempre pronto. Temos que abandonar este rótulo que adoração só acontece na igreja, e / ou está associado apenas ao momento de louvor. Adoração é muitos mais que isso. Adoração é um estilo de vida. Seja na igreja, em sua casa, ou na rua. Até mesmo nos locais mais tenebrosos da Terra. Pois, mesmo em meio à problemas e lutas, Deus se faz presente, te dá o escape, e é louvado pelos livramentos e bênçãos concedidas. E isso é sem limite, sem medida, abundante, transbordante, mas sem desperdício.

Em Romanos diz que devemos transformar o mundo ao nosso redor através da renovação da nossa mente, do nosso entendimento. Imagine o impacto que um adorador, agindo da maneira descrita acima, pode causar em sua casa? E na sua igreja? E na sua cidade? Não limite a sua visão e a sua fé. Não adore a Deus somente nos momentos de culto na sua igreja. Não adore somente no momento que toca aquele louvor que mexe com você, que te faz lembrar de uma situação que você superou. Adore, em todo tempo, e em todo lugar. Assim, você sempre terá Jesus como seu companheiro, porque ele procura por adoradores espirituais e verdadeiros.

Adoração

Chega a ser surpreendente que esta palavra seja sempre associada à um momento de louvor, quando pela Bíblia, observamos que adoração tem um sentido mais completo.

Jesus, enquanto dialogava com a samaritana (João cap. 4), menciona que a hora vem, que os verdadeiros adoradores farão isso em espírito e em verdade, e que Deus procura por estes que o adorem desta maneira. Uma afirmação surpreendente de um homem surpreendente. Até porque, naquela época, todos eram ensinados a adorar em Jerusalém, ou voltados para a cidade. Mas Jesus menciona aqui a forma da verdadeira adoração.

Quando Noé recebeu a ordem de construir a arca (Gênesis cap. 6), Deus falou para ele revestir a arca de betume (piche) por dentro e por fora. É justamente onde começa a nossa adoração. De dentro para fora. Em espírito e em verdade.

Quando o seu interior anseia por mais da presença de Jesus, o seu exterior vai refletir isso. E mesmo que o seu sentimento, por um momento, seja de raiva, de tristeza, sempre será de uma maneira que venha adorar a Deus. Observe uma criança. Jesus disse que se nós não nos convertermos e não fizermos como os meninos, de modo algum entraremos no reino dos céus (Mateus 18.3). Você conhece alguma criança que guarda rancor? Se você chamar a atenção de alguma criança, se você der um tapa nela por causa da desobediência dela, essa criança, por um momento, pode até ficar chateada, não querer falar com você. Mas ela não guarda isso em seu coração. Dentro de poucos minutos, ela já está de volta, sorrindo para você.

Deus espera essa mesma atitude de nós. Ele nos confiou uma missão: levar o Evangelho a todos os povos. Mas para isso ocorrer da maneira correta, devemos ter uma vida de adoração. Nosso interior deve estar sedento por Deus, em todo o momento. Deve ser uma busca constante. Vida de oração. Devemos estar próximos de Deus. Quando damos este passo em direção ao Criador, ele sempre estará conosco. E quando chegar os momentos de turbulência em nossa vida, ele estará do nosso lado para nos socorrer. E o nosso exterior deve refletir essa glória que possuímos. Devemos transmitir o amor de Deus, primeiramente com ações que afirmem isso. Nosso testemunho pode salvar vidas. E esse é o alvo do Evangelho.

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Sobre o autor

Antonio Vitor Junior, 26 anos, designer gráfico, cristão há 9 anos. Ministro de louvor da Igreja Batista Missionária, em Mesquita/RJ.
União de Blogueiros Evangélicos