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*** Via Púlpito Cristão ***

fe_pulpito-cristaoVocê já parou para meditar na história daquela mulher cananéia que pediu que Jesus livrasse sua filha que estava atormentada por demônios? Eu tenho quase certeza que sim, mas mesmo assim quero convidar você a meditar nessa história comigo, e estou seguro que 90% dos leitores se surpreenderão com a conclusão.

O texto é composto por três cenas. A primeira cena começa com uma mulher que se acerca a Jesus clamando, crendo firmemente que ele poderia libertar a sua filha, mas termina com ela ignorada por Jesus.

Logo vemos uma segunda cena, na qual essa mulher se aproximou pela segunda vez, só que desta vez ela estava disposta a se humilhar. Ela se lançou em terra, prostrando-se ante aquele Jesus que ela cria ser a resposta que ela tanto precisava, mas dessa vez a Bíblia diz que ela foi desprezada pelos dicípulos, e ainda humilhada por Jesus, que à comparou com um cachorrinho.

Vamos para a terceira cena do texto. Dessa vez aquela mulher, a mesma que foi ignorada no primeiro contato, desprezada e humilhada em uma segunda aproximação, ainda prostrada no chão, num último ato de auto-humilhação, aceita a sentença de Jesus sobre ela: reconhece ser ela o mesmo que um cachorrinho, mas acrescenta que “também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa do seu amo”. Sim; ali no chão, humilhada e com as roupas sujas de terra, ela lança um último rogo suplicante ao Senhor, quem naquele momento, havendo-a observado, exclamou dizendo: “Oh, mulher! Grande é a tua fé!”

Fé? Onde foi que Jesus viu fé? E em que momento esse texto fala de fé? Ora, ele fala de determinação e de auto-humilhação, de rogo suplicante de quem admite não possuir nenhuma virtude ou mérito, mas que precisa desesperadamente do favor do Filho de Deus, mas onde está a fé?

Ela está aí, bem diante dos nossos olhos. Jesus ao ver a atitude daquela mulher, discerniu a dimensão da sua fé. As atitudes daquela mulher, aos olhos de Jesus, foram atos de pura fé! “Oh, mulher! Grande é a tua fé!”

Vamos à parte didática do nosso texto. De acordo com o que acabamos de ler, quero fazer a você uma pergunta:

- “O que é a fé, desde a perspectiva de Jesus?”

Será que é uma mensagem psicologizante e triunfalista na qual somos ensinados a sobrevalorizar-nos, a ter uma imagem positiva acerca de nós mesmos e a dar ordens no céu e na terra?

Será que tem alguma coisa a ver com os chavões dos super crentes que dizem: Senhor, eu ordeno que…? Ou eu determino que…? Ou ainda, como diz aquele pregador da chapinha no cabelo: “Se eu tenho crédito no céééu…”?

Não, meu irmão. A fé, segundo a ótica de Jesus, está muito longe disso. Ela não é um ato de pensamento, e sim uma conduta. Não está na auto-exaltação humana, mas a humilhação de si mesmo. Os verdadeiros homens de fé não são aqueles que determinam, ordenam e dizem ter crédito no céu, e sim aqueles que sabem que nada merecem. Fé, desde a perspectiva de Jesus, nada tem que ver com aqueles que se exaltam nos púlpitos, mas se encontra na vida daquele que se deixa abater por Deus nos bastidores da vida.

Texto comentado: Mateus 15.21-28

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Assino embaixo.

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